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Acho que já há uns 3 anos tenho vontade de ir pra Islândia. Tava maturando a ideia, e eis que no meio do caminho, surge um bebê. Ok, planos suspensos, afinal, não faz sentido viajar com um serzinho de 4 meses pra Islândia. Passagens foram compradas pra Inglaterra (nós não perderíamos o nascimento da Maddie por nada), mas se partiríamos de lá pra algum lugar e que lugar seria esse, passou a ser uma incógnita. 

Acontece que como vocês sabem, não era apenas um bebê, era o melhor bebê do mundo (todas as mães sempre terão o direito de achar seu bebê o melhor, mais inteligente, mais bonito, mais gostoso, o choro é livre!), era a Sieninha, era minha nova parceira de aventuras e melhor amiga que com certeza, ia amar conhecer a Islândia grudadinha na mamãe! Então tava combinado! A gente ia sim, compramos a passagem partindo de Bristol e começamos a nos preparar.

A Islândia é conhecida como a terra do Fogo e do Gelo e também pelo clima oscilante. Enquanto estávamos lá (setembro), a temperatura não passou de 10 graus, mas tivemos momentos de Solzão e momentos de chuvas fortes. Precisava preparar a Siena pra essa friaca. Levei dois casacões tipo de neve e muitas roupas de manga comprida e calças. Além disso, meias, luvas e toucas. Um casal de amigos de Bristol emprestou um carrinho MacLaren daqueles super práticos que também já tava preparado pro frio da Inglaterra. Beleza. Quer dizer, nem tanto. Um dia antes do voo, Siena começa a tossir copiosamente e ficar com o nariz entupido. Pela primeira vez eu vi um catarro escorrendo do nariz dela depois de um espirro- medo. E agora? Felipe querendo cancelar a Islândia, mas não, afinal, até no Rio as crianças gripam, afinal, tem bebê na Islândia. Tem bebê em todo lugar gente! Não tem essa de “tal lugar” não é pra bebês!

Voo de 2 horas e meia, às 6 da matina. Siena, como sempre, rindo para todos, nessas condições. Imagina a felicidade do ser que acorda as 5 da manhã, vai pro aeroporto e dá de cara com o sorriso da Siena? Pois é! Eu e Felipe estávamos com lugares separados, eu viajaria entre dois gigantes, mas a aeromoça colocou a gente numa fila vazia! Ô, sorte! Começamos bem!

Chegamos lá e no primeiro dia fizemos o reconhecimento da área. Que cidadezinha bonita e gostosa (de ficar 1 semana). Demos uns rolés, Siena entocada no carrinho, só a cabecinha de fora, jantamos e hotel! Os locais foram super gente boa em todos os momentos. Nos dias seguintes foi tur pra lá e pra cá, ônibus, barco, trilha, montanha, cachoeira, cavalo, geyser, piscina termal, muito sling, muita soneca, golfinhos… Alguém ainda lembra que antes de ir, a pequena não tava lá muito bem dos pulmões? Pois é, parece que aquela igreja luterana fez milagre, porque melhorar de gripe indo da chuva pro sol pro vento gelado? Se eu não tivesse vivido esses dias com ela, não acreditava! 

Fico muito feliz de ter passado esses dias com ela lá! Não tem idade mínima pra apreciar e conhecer a natureza. Pra respirar um ar puro de uma cidade que parece não ter sofrido o peso de pelo menos uns 50 anos de urbanização. Muito verde e azul e pra pouquíssimo cinza, pouca gente, pouco prédio, pouca invenção. Há dias com meia hora de duração e deve ser por isso que eles conseguem manter o lugar “pequeno”, mas algum pontinho da nossa mente parece querer ficar por lá, apesar disso. Eu poderia e ainda vou escrever mais sobre o que a Islândia me fez sentir, mas por hoje, só queria lembrar o quanto posso contar com minha família pra ser a melhor companhia do mundo, faça fogo ou faça gelo.

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