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Fiquei devendo a segunda parte do meu post, o relato do parto da Jo aqui na Inglaterra. Pra quem não sabe, eu me planejei pra chegar aqui, com a Siena, no dia 3/9, um dia depois da data prevista pro parto. A última vez que vi a Jo, ela tava grávida de 1 mês, então ter visto ela com aquele barrigão de 40 semanas me fez muito feliz! Na madrugada do dia 6, ela entrou em trabalho de parto e segue um relato do que vivemos nesse que foi um dos momentos mais felizes da minha vida.

Minha irmã foi atendida pelo hospital público durante toda gestação, né? Como a maioria do pessoal aqui na Inglaterra. Ela começou a sentir as contrações às 3:30.. De 8 em 8 minutos por aí.. Mas eles pedem pra esperar elas virem de 4 em 4 pra ir pro hospital. Isso significa que passamos o dia todo em casa em trabalho de parto. Teve X-factor, teve Celebrity Big Brother, teve muita conversa e risadas…e ela com altas contrações de 5 em 5 minutos. Tomou um banho quente de banheira no meio disso tudo.. Conseguiu dar umas cochiladas no meio também (sim, cochilos de 5 minutos). Quando já eram umas 21, com contrações que já duravam 1 minuto cada, ela ligou pro hospital e pediu pra ir lá pra dar uma checada, se tava tudo bem e tal porque a bichinha já tava sofrendo há apenas 18 horas. É bem pertinho o hospital, eles disseram pra ela ir, mas que provavelmente eles a mandariam de volta pra casa. Chegando lá, umas 21:30, ela foi pro quarto de parto natural, que tem banheira, bola, etc e ficou sentada na bola esperando pra ser atendida. Ela disse que logo que sentou na bola, a bolsa estorou (benza), daí a parteira disse que era pra ela ficar no hospital então porque quase todas as pessoas pariam nas próximas 24 horas- so-cor-ro. A Jo disse que a partir daí as contrações ficaram bem mais fortes e a parteira ficou de voltar às 2:00 pra ver como tava a dilatação. Nessa hora ela pediu o “gas and air”, aquele gás anestésico de dentista- is this real life- porém a parteira achou que tava cedo ainda… Jojozinha guerreira. 

Um pouco depois de 1 da manhã, minha irmã chamou a parteira porque sentiu que tinha alguma “coisa” saindo dela e SIM, era o bebê que SIM, já tava com a metade da cabeça pra fora! Depois disso foram 5 minutos, só esperou uma outra contração pra expulsar o corpinho. Eles não cortaram o cordão umbilical na hora, antes disso, ela pariu a placenta intacta (uns 15 minutos depois) e aí sim, o Andy, meu cunhado,  cortou o cordão. E voilá! Assim chegou ao mundo Madelaine Freire Collett com 3,450, à 1:13 do dia 7/9 (dia que eles comemoram aniversário de casamento), de um parto 100% natural e humanizado, sem intervenção médica alguma, do ventre da mãe, direto pro colo, como a vida deve ser! 

Imaginem só o meu orgulho de ver minha irmã mais nova que não só se formou, como aprendeu a dirigir, agora parir praticamente sozinha. É como se o mundo tivesse me presenteado com uma outra parte que vai alcançar todos aqueles objetivos que eu não consegui, me poupando de uma série de frustrações. Obrigada, Jo, por mais essa página da nossa história que contempla tantos finais felizes! 

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