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O Felipe me levou no Galeão com a Siena e me ajudou a despachar a nossa única mala com: roupinhas pra minha sobrinha, várias fraldas e roupas da Siena, comidas brasileiras que minha irmã gosta, tipo: tapioca e ovitos de amendoim e sei lá, 6 peças de roupa minha. Além dessa mala, levei também a mochila da Siena entupida com tudo que achava que precisaria no avião. E numa bolsinha (inha mesmo) a tiracolo, o celular, o dinheiro e nossos passaportes. Ao atravessar o portão de embarque que nem uma doida, com um bebe no sling e uma mochila cheia de tralha anexada, percebi que seria um pouco melhor tratada que o normal, claro que não escapei de um “to achando que esse bebê tá muito apertado aí”.. Mas né?… Fui muito bem assistida na segurança. E rolou prioridade pra entrar no avião. Acho meio perrengue aquela espera do avião decolar.. Não consegui colocar a mochila no compartimento lá de cima, joguei no chão. Um cara chegou e sentou do meu lado, foi super solícito perguntando se eu precisava de alguma ajuda e guardou minhas bolsas lá em cima. A comissária veio me avisar de que eu precisaria usar uma extensão de cinto na Siena. Meio ruim porque ela teve que sentar virada pra frente, sem olhar pra mim. Na hora que o avião entrou em trânsito, a bichinha abriu o berreiro… Que dó!!! Vontade de tirar os cintos todos, levantar e ninar ela. Mas foram só as turbinas começarem a fazer aquele barulho mais alto e o avião se preparar pra decolar que ela ficou quietinha.. Acho que aquele barulho a acalmou. Depois que os sinais de afivelar os cintos apagaram, a moça veio colocar o bercinho. Forrei com um tapetinho que tinha levado. Levei também o travesseirinho dela e uma super manta. Enquanto eu fazia isso, meu vizinho de assento segurava a Siena! Rs. O bercinho fica bem mais alto do que eu imaginava, não dava pra eu vê-la.. Mas deixei a coberta pra fora que aí saberia se ela se movimentasse. O vôo partiu às 21:45. Antes das 23, ela já tava dormindo. Enquanto ela dormia eu comi e assisti a The Age of Adelaine (uma comédia romântica um pouco mais legal que o normal). Umas 2:00h consegui dormir e umas 4:30, uma das comissárias me acordou pedindo pra eu pegar a Siena porque passaríamos por turbulência e era perigoso ela ficar no berço. Peguei, não teve turbulência forte, mas a anjinha acordou. Aproveitei pra amamentar e trocar a fralda (espaço razoável no banheiro). Apagou de novo. Acordou no final do vôo pra mamar. Troquei a fralda de novo e coloquei o casaco. O espaço na frente da minha poltrona ficou uma zona. O pessoal foi se preparando pra aterrisagem e coloquei a Siena sentada no colo com a extensão de cinto. Dormiu de novo. O polonês que veio sentado do meu lado virou pra mim e falou: você tem o melhor bebe do mundo. Quando entrei pensei “putz essa viagem vai ser looonga”‘ mas sua bebe é demais. Morri de orgulho (imagina na apresentação de canto ou dança. Ou qualquer coisa- afinal, não posso obrigar ela a realizar meu sonho de ser uma estrela da broadway- rs). Chegamos sãs e salvas. Siena foi do colo pro sling, mais uma vez o cara me ajudou e mais uma vez a Siena continuou dormindo. Depois disso veio a imigração. Perguntei se haveria alguma fila preferencial e a menina me disse que não. No entanto, logo depois veio outra moça, responsável pela fila, me oferecer a primeira posição dela. Ainda bem, porque nessa hora a pequenina não queria ficar no sling de jeito nenhum, ou seja, tava com ela no colo e aquela mochila pesadona nas costas. A agente da imigração foi tranquila. Partimos pra esteira das malas. Pedi pra um cara aleatório pegar a minha porque eu não tinha condições. Fui uma das primeiras a sair e encontrei os pais do meu cunhado- fofos- que foram me buscar pra fazermos a viagem Londres-Bristol na qual a Siena também dormiu o tempo todo. Enfim, foi uma longa jornada que ocorreu da melhor forma possível. E a recompensa ao chegar é sempre a melhor de todas (leia-se ver minha irmã amada). 

   
   

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