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Quando a gente vira mãe, é praticamente engolida por um turbilhão de informações das quais nunca tínhamos nem escutado falar em poucos dias. Descobri, por exemplo, que existem saltos de desenvolvimento na vida do bebê, em momentos determinados. Com quase 3 meses, ele está passando por um deles, ele está aprendendo a manter o pescoço durinho e isso pode deixá-lo mais agitado e sem conseguir dormir. Ou qualquer coisa assim. Louco, né? Estamos com 11 semanas de mãe e filha e creio que nos aproximamos desse momento. E enquanto ela treina manter o pescoço sustentado, eu treino sustentar minha independência. 

Ontem, resolvi sair sozinha pela primeira vez. Não, não foi tranquilo.Fui a um aniversário num barzinho. Barzinho lotado e quando cheguei já não tinha lugar pra sentar. Amigos novos e antigos me perguntando toda a hora “cadê a Siena?”. “Em casa, mas nem me fale, já to aqui desesperada morrendo de s…” E a pessoa já tinha ido falar com outros. Frio na barriga, preocupações, mente inquieta demais. 

Voltei pra casa uma hora depois. Ufa, ela tava tranquila. Segundo seu pai, muito comportada, dormindo como um anjinho. Fiquei olhando de cima e torcendo inconscientemente pra ela acordar e precisar de mim. Não deu outra, 10 minutos depois, ela, que há 1 semana (1 semana na vida de bebê é muiiita coisa) dormia no mínimo 8 horas seguidas, acordou depois de 3, reclamando e tentando mamar o travesseiro. Busquei, aliviada, minha bolotinha no berço e botei ela pra mamar. Fogos de artifício em pensamento… Pelo visto ela ainda me ama. Ela dormiu no meu peito e que alívio, que sentimento bom.

Foram mais várias acordadas durante a noite e chorinhos e agitação durante a manhã. Parece que a Siena está passando por um dos tais saltos de desenvolvimento. E eu to aqui pronta pra levantar quantas vezes forem necessárias e deixar você mamar o dia todo pra gente passar por ele. E vou amar te ajudar. Enquanto isso, você auxilia o meu salto. Eu ainda não sei te deixar sozinha e não pensar em você o tempo todo e me preocupar. Ainda não sei se vou voltar pra casa e de repente você não vai mais precisar de mim. Você não sabe, mas quando eu chego e você chora e me pede colo, tá me ajudando muito. A gente vai saltando junta, até o dia em que só quem vai precisar de uma mãozinha vou ser eu. E essa mãozinha já vai com certeza, ser maior que a minha.

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