Ahh a Copa. OEAhh, a copa das copas.
Ainda que o Brasil não esteja na final. Afinal, 7 a 1 em cima da gente ainda é loucura, ainda é zebra, ainda é zuera pura. E não foi isso que a gente (eu) pediu o tempo todo?
Aliás, a euforia foi tanta aqui em mim, que virou tudo de cabeça pra baixo, ou pra cima, já que eu sempre estive na contramão das forças do mundo. Esse sacode da Alemanha bateu em mim também, ao invés de chorar uma cachoeira de lágrimas (chorume do povo) e lamentar o triste fato do meu país ser eliminado numa copa sediada aqui e nem mesmo ter a oportunidade de jogar bola na minha cidade, chorei uma cachoeira de interesses passados que deu lugar a novas ideias (porque eu não faço planos) e limpou pedacinhos da menina que deixei pra trás, mesmo sem querer, tem um par de anos. A Copa e o que a Copa trouxe: pessoas, conversas, abraços, gritarias, mãos, pernas, bocas e palavras, que chegaram mais rápido e mais perto do que jamais chegariam em outra situação, me deixaram com a sensação de que sim, agora sim, eu poderia virar adulta, a sensação de que já vivi tudo que tinha pra viver como a jovem que sou e sempre serei. E agora vou me desligando desse carnaval mental fora de época com força e vontade.
OEA.

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