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Eu não lembro do dia em que te conheci. Na verdade não lembro da minha vida sem você aqui, é como se tivéssemos nascido ao mesmo tempo. Acho que foi quando você apareceu que eu me senti livre de verdade pra ser quem eu era. Eu sabia que tudo que eu não soubesse fazer, você saberia, que tudo que eu não pudesse ser, você seria: meiga, carinhosa, calma, agregadora. Então no dia que você surgiu, eu nasci de novo e pude focar em ser mais eu e menos o que os outros queriam. Afinal, você era tudo aquilo que os outros queriam, sem nem mesmo se esforçar…e os outros não poderiam ter você, sem me ter também (que sorte a minha).
Sei que sozinha eu seria só mais uma, você sozinha continuaria sendo esse para-raio de felicidade, esse imã do bem que há dentro de cada um. Eu to aqui sentada de frente pro meu computador trabalhando, no fundo de tela tem escrito: ” L’essentiel est invisible pour les yeux.” Mas já não faz tanto sentido, não faz porque eu enxergo todo o essencial quando você tá aqui. Eu enxergo a beleza que quase sempre tá disfarçada de medo nas pessoas, enxergo o amor que a gente de tempo em tempo esconde pra não demonstrar fraqueza, enxergo tanto a diferença da sua energia no meu mundo, que por não conseguir tocá-la, acabo tocando mais, abraçando mais e amando mais os outros. E sei que não sou só eu que me ilumino com a sua presença e tudo que você traz junto desse seu um metro e meio de altura. É impressionante como todo mundo parece mais bonito do seu lado. As cores todas do mundo mudam e o Sol brilha com mais força pra que ninguém tenha do que reclamar, pra que não haja sintoma nenhum da tristeza e da saudade que a gente sente. É inacreditável pensar que essa pessoa que chega trazendo paz e vai embora deixando uma vontade de ser cada vez melhor em cada um de nós, é um pouco parte de mim. Obrigada por ser só e sempre você. Te amo.

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