É ele que nos move. Que nos lembra todo dia de que não há mudança que não valha a pena. Que atenta que precisamos aproveitar o pouco tempo que temos para desbravar as diferenças e os ainda não descobertos. Mesmo que o novo seja difícil, feio ou errado, ele o transforma num sopro de ar gelado na nuca em dias de nervosismo, calor e pressão baixa. Ele tá sempre nos chamando de novo pro mundo. Cutucando-nos quando não queremos ser cutucados. Forçando eu e você a tocar, nem que levemente, no desconhecido e a retomar consciência de tudo aquilo que não sabemos. Ele nos impele a correr riscos e transbordar. Errar e errar mais uma vez, pra depois perceber que o erro não passava de um acerto disfarçado.
Só quando estamos entediados, damos chance ao incerto. Só quando damos chance ao incerto, conhecemos novas formas de ser feliz. Quando eu canso de amar o conforto do meu cantinho do sofá, eu amo o tédio e deixo o mundo me ensinar tudo de novo. E quem é mais feliz que eu?

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