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Uma vez assisti a um episódio de Criminal Minds, um desses programas que tem como protagonistas os mais doentes assassinos em série, que trazia uma história e mensagens que eu “amei”: um louco qualquer raptava 3 melhores amigas… Melhores amigas MESMO.. Grudadas, inseparáveis. Tacava elas num buraco frio e sem comida e é claro, com uma arma, no caso era uma martelo. E gritava lá de cima: “Só saem duas daí!! Vocês vão ter que escolher uma pra matar!!” muahahah ideia de genio?

Esses programas são maravilhosos pra sabermos de quantas formas a maldade pode nos surpreender ao longo da vida. Mas claro que eu, pessoa inserida num grupo de dez meninas que sempre estão brigando, comecei a me ligar em várias coisas. Eu já tinha reparado que andar com muita mulher leva a gente a ter que encarar uma baita competição, mesmo sem querer. No início pensava que a competição era por quem tinha o melhor namorado, quem ganhava mais, quem era mais gata, quem era mais magra, mais viajada e como uma amiga disse uma vez “quem saiu mais pintada da color run”, essa ultima você pode substituir pelo HYPE do momento, é claro. Na verdade, tudo isso é secundário. A maior briga de todas, onde mora o poder, consiste em uma coisa só: quem tem mais aliados. Quem consegue ter mais gente do seu lado. Quem vai sempre conseguir sobreviver no dia que um maluco tacar três num buraco com uma arma e mandar que saiam apenas duas de lá.

Criar laços de amizade é difícil, manter as amizades pelo resto da vida também, mas o mais difícil é quando suas melhores amigas são também melhores amigas das suas melhores amigas e você é obrigada a aceitar que nem sempre vai ser a preferida de todo mundo. Quem não aceita, sofre mais.

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