Paro e penso em porque eu paro e penso. Sempre nas mesmas coisas, nas mesmas pessoas. Muda o que eu descubro em volta, mas as bases continuam sempre as mesmas. As minhas constantes serão sempre as minhas constantes. E são as minhas constantes que eu posso quebrar, entortar, isolar, prender, cuspir, amassar, dobrar e desdobrar. Sei que elas continuam em mim, sei que já estabeleceram suas vigas no meu subsolo.
E é louca essa relação entre quem habita e quem é habitado. E imaginem só, cada um não sabe todo lugar que vive. Sei que muita gente vive dentro de mim e não faz nem ideia , portanto também devo viver dentro de gente que nunca imaginei. Não mudamos só conforme somos afetados pelos outros, mudamos quando afetamos também. Pensar no outro é a melhor forma de pensar e tirar conclusões sobre si mesmo. Não podemos ver nos outros o que não conhecemos ainda e só conhecemos de verdade aquilo que enxergamos dentro de nós.

Acho que de uns tempos pra cá me tornei um tanto repetitiva, ou só passei a enxergar que a vida realmente não tem ponta e por mais que a gente tente sair do círculo, chegamos sempre num lugar já conhecido. E sabendo que não chegarei a lugar nenhum, resta transformar o caminho no melhor caminho, as histórias nas melhores histórias e por que não, as pessoas nas melhores pessoas, lembrando sempre que não posso mudar os outros, só a forma de ver os outros.

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