A vida em si não tem tanta graça. A graça está em tudo que imaginamos, nas histórias que contamos, sejam elas verdadeiras ou não e nas historias que um dia gostaríamos de contar. A vida, essa que a gente vive, é grande, mas é minúscula comparada ao que pode acontecer dentro de nós. Essas mil vidas com possibilidades infinitas que podemos e devemos ter. E esse interesse pela vida dos outros também, não seria de todo mal, se tanto mal não houvesse em cada um de nós. Somos todos tão ricos em histórias e graça, somos cada um tão interessantes quando nos é dada essa oportunidade. Costumam dizer que sou comunicativa, que quero falar tudo da minha vida pra todo mundo, na verdade, é o contrário, quero saber o que aquela pessoa tem pra me contar. Não conheci alguem que fosse de todo desinteressante até hoje, nunca conheci uma pessoa de quem não tivesse nada pra falar. Mas dizem que o mal do mundo hoje é esse: querer saber da vida dos outros, falar dos outros, querer que os outros saibam da sua vida e todos os etc. Bom, não é como se eu me baseasse no conceito de bem e mal dos outros, acredito piamente que ambos são tão individuais quanto uma impressão digital, mas às vezes temos que nos render, mesmo que contra nossa vontade, aos bens e males da maioria, ou nos render a sermos vistos como os maus. ( a segunda opção sempre me pareceu mais honesta)

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