Engraçado. Penso mil vezes a mesma coisa e não chego a conclusão nenhuma. Falo em voz alta pra ver se muda alguma coisa, não muda. Escrevo pra ver se melhora, não melhora. E aí, eis que, em meio a mil atividades, entre um exercício de italiano e um final de seriado, entre beijos e fofocas, acende uma daquelas lâmpadas de desenho animado, bem em cima da minha cabeça. De repente a luz, a possível explicação de tudo, a resposta da pergunta que não calava nunca. E ela não é agradável, mas menos agradável ainda, era não saber.

Sabe, é difícil assumir a responsabilidade, mas é mais do que difícil, é impossível, ter a mente tranquila enquanto você culpa os outros pelas suas confusões internas. Como pode outro ser culpado pelos desvios, costuras, arrancadas e freadas do nosso e só nosso pensamento? Não faz sentido. Cada vez mais a solidão se apresenta pra mim como solução. Só quando me vejo sozinha, percebo que todas as confusões da minha cabeça só dizem respeito a mim e que não cabe a mais ninguém sofrer consequências ou ser responsabilizado pelos momentos em que o lado escuro é predominante na minha vida. Então, mais uma vez, peço desculpas a todos os mortos e feridos pela minha falta de clareza. E prometo daqui pra frente ser mais leviana comigo mesma.

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