Imagina uma pedra gigante caindo na costas de todos aqueles que você procurava quando precisava de alguma coisa. Um meteoro explodindo no céu, se despedaçando e escolhendo atingir aqueles que se você pudesse, protegeria. Essa pedra não mata, é daquelas que torturam, permanecem, mas não cedem, nem te deixam ceder. O que te resta é dividir o peso com ele, oferecer um ombro a mais pra sustentar, com a cabeça erguida de quem não foi atingido, pelo menos não diretamente. Também te quebra, também te dói. Mas quem é obrigado a carregar a pedra é que importa, quem ajuda e divide não. E não tem quem ajude e compartilhe o peso com quem já tá compartilhando o do outro. O peso dos outros não é o seu, os pesos que você carrega por opção, não serão tirados de você por uma boa alma. As boas almas procuram os ajudados, não os ajudantes. Os amigos procuram aqueles que sofrem, não os que ajudam a não sofrer. Dói mais em quem quebra ou em quem remenda os que quebram e não têm ninguém nem pra dar um gole d’água e levar pra casa no final? Os últimos serão os primeiros a descobrirem o quanto são sozinhos.

Anúncios