Etiquetas

, , ,

Ler sobre o signo de Escorpião me faz acreditar em astrologia, apesar de também crer que a identificação está na vontade de quem aprende sobre o horóscopo, em primeiro lugar. Por outro lado, meu marido tem pavor de definições por signo, acha isso a maior besteira do mundo, ele é de Gêmeos, que nem o meu pai e a maioria dos meninos pelos quais me apaixonei ao longo dos anos. Ele me lembra outros meninos de gêmeos que conheci mais nova, que me fizeram me apaixonar pela minha própria risada, também. São os meninos de gêmeos e as meninas de sagitário que apelam pra mim.

Não lembro o que dizem dos sagitarianos, mas eu poderia escrever um livro sobre eles de tanto que convivo com essas feras. Se eu pudesse escolher 20 pessoas pra sobreviver ao fim do mundo comigo, provavelmente 10 delas seriam sagitarianas. Até porque esse é o signo que diferente do meu, me faz desacreditar no horóscopo. Eu consigo imaginar um livro, apenas com personagens sagitarianos da vida, minha vida, real. Eles preencheriam todos os espaços e personagens e seria uma trama pra colocar qualquer 50 tons de cinza no chinelo (dãã). Eu não poderia compará-los por uma simples questão de falta de tempo e palavras. Demoraria muito e eu ainda não encontrei um ponto leve e inerte entre o que eu penso e o que eu falo, não encontrei uma forma de falar que venha acompanhada apenas do meu pensamento, parece que no simples ato de falar, mosquinhas voam e distorcem tudo com as palavras ainda no ar. Eu não poderia compará-los porque eles não me entenderiam. Ok, alguns deles me entenderiam. Alguns deles me entendem mais que qualquer outra pessoa, outros  tentam não entender e finalmente, alguns não fazem ideia de quem eu sou, mas me amam mesmo assim. Eles povoam minha vida há um tempo e parece que não param de aparecer, ano após ano, chega um novo sagitariano pra me deixar doente e feliz, triste e eufórica ao mesmo tempo. Porque eles são o tipo de pessoa que te deixa até o fim da história sem saber quem eles são, eles são aqueles que não têm dois lados, mas o único que têm é dúbio. Os bonzinhos te deixam com aquela pulga atrás da orelha quando te olham com cara de tarado. Os mauzinhos dão a impressão de que aparecerão pra atravessar a rua com você quando você tiver velhinho e esquecido da vida.

Eu não trocaria nenhum deles por nenhum deles. Um nunca poderia preencher o espaço do outro, parece que um além de não parecer, nem sabe ao certo como o outro é. Só um deles encaixa perfeitamente comigo, enquanto os outros se encaixam melhor entre si. Hoje eu vejo que não preciso que cada amigo meu seja uma peça de quebra-cabeça que caiba do meu lado, só preciso que no final das contas, formemos um quadro só. Mesmo que seja um daqueles quadros que ninguém entende, só é preciso achar onde é o lugar de cada um, do lado de quem cada um tem seu buraco ou o pedacinho que falta pra preencher seu buraco. De mão dada em mão dada, é possível abraçar o universo enquanto se sente quase sozinho.

Anúncios