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Era delicioso ser a mais nova das minhas amigas, quaisquer que fossem as amigas da vez. Não é que eu fosse madura, mas na época do colégio apesar de ser um ano adiantada, eu era bem transgressorazinha e andava só com os repetentes. As amigas mais novas aí eram só as amigas da minha irmã. Bons tempos. Logo que comecei a viver a vida de boemia carioca passei a andar com pessoas de idades variadas e além disso, a andar com minha irmã que é meu eterno bebê, não tinha mais jeito de me sentir pirralha.

Hoje eu tenho quase 26 anos, amigas de 20 aos 30 e poucos e uma constatação (que foi tomada depois de ler muita Marie Claire e Cosmopolitans na vida): já está mais do que evidente que a curva da mulher a caminho dos 30 é ascendente. Das minhas 20 amigas mais próximas (sim, tenho muitas amigas, não me pergunte como), apenas e só talvez, 1 não embelezou pelo menos 100% dos 20 aos 25 e todas continuam progredindo após os 25. O que é QUASE um consolo para o “estamos ficando velhas”, assunto bem recorrente, ainda mais nesse final de ano, quando a maioria de nós aniversaria. Agora vem a minha explicação idiota do porquê as mulheres aos 30 são melhores que aos 29 e que aos 31. Lá vai:

Quando temos uns, sei lá, 12? anos, começamos a nos desenvolver e ganhar a forma que teremos pra sempre, corpo e cara de adulto. Acontece que quando começa essa transformação, além do nosso cérebro evoluir um pouco mais gradualmente que o corpo, nós demoramos um bom tempo pra nos acostumarmos com nossa nova forma e conforme vamos nos adaptando, descobrindo nossa beleza, entendendo como ser linda e sexy (sem ser vulgar), criamos nossa identidade e percebemos uma doce verdade: pra ser bonita, só basta saber quem se é.

Eu gostaria de poder desenhar um gráfico aqui, com uma parábola pra simbolizar a evolução do nosso corpo, uma reta a evolução da nossa mente, o ponto em que elas se encontram e tudo o mais, mas não tem como e ainda que tivesse, meus dotes matemáticos são básicos demais para que eu conseguisse fazer jus a tal proposta. Só sei escrever e não sei se fui bem o suficiente dessa vez, mas tenho um tempo ainda antes de chegar nos 30 e não poder errar.

 

 

 

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