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Costumava ser mais fácil receber notícias bombásticas. Costumava ser mais fácil viver também. O mundo não se tornou difícil, foi só minha consciência que ganhou vida e passou a andar do meu lado, julgar meus atos, escolher por mim. Desde que a reconheci, pra cada decisão que eu tomo, são cinco dias de briga, cindo dias de análise interior. Fiz certo ou fiz errado? Se eu fiz certo ou errado, faz diferença? Existe uma forma de fugir dos “e se…”(s) da vida?

Vamos supor que não. No momento em que você joga um dado na mesa, jamais vai saber o que aconteceria, se tivesse aparecido um dos outros 5 números. Não nessa vida. E no momento que você entra por uma porta, jamais saberá o que aconteceria se tivesse hesitado por cinco minutos. No momento que toma uma decisão, automaticamente fica toda uma outra vida pra trás, da qual você nunca mais vai tomar conhecimento, uma vida desperdiçada pro nascimento ou continuação de outra. E é sempre assim.

Por isso que eu me sinto bem colocando minha consciência pra fora e olhando na cara dela. Isso me poupa de ter que discutir minha vida com outras pessoas que não sabem a metade de mim do que eu sei e ao mesmo tempo me faz tabelar os prós e contras das decisões. Ainda que eu não tenha descoberto em quem eu devo confiar mais nesses embates. Só sei que sempre queremos situações diferentes e juntas podemos enxergar pelo menos duas vidas diferentes, pra decidir qual a melhor.

 

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