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Voltei. Quase 30 dias fora de casa, sem a minha rotina, sem falar com quase ninguém. Um voo de 11 horas, diurno, com direito a 4 filmes e 2 horas de sono, separam minha vida aqui da minha vida de lá e me separam da minha irmã. Morar longe é triste por mais ou menos 10 meses, mas é mais do que feliz por mais ou menos 2. Quando ela vem pra cá ou eu vou pra lá. Mesmo assim, os 2 meses de felicidade conseguem ser muito mais do que os outros 10. Não me perguntem como, não me peçam pra explicar como eu consigo viver aqui, sem a minha irmã e com a sensação de que todos os meus sentimentos em relação à ela parecem ter chegado ao ápice do que existe de bom. É aquela velha história de que quando a gente quer, dois mais dois são cinco, que a lógica do nosso próprio mundo, somos nós mesmos que criamos. Isso que transforma toda a minha saudade em quase esquecível por tanto tempo.

E a conclusão é: ainda bem, eu voltei e ainda sou feliz, como eu eu era antes de ir e como eu fiquei quando tava lá. Sinto-me bem recebida pela minha vida normal de volta. Tudo bem que eu só dei uma volta no quarteirão pra comprar café da manhã. Esse é meu réveillon, esse é meu ano novo. Volto de lá espiritualmente e materialmente nova e sabendo bem o que eu preciso mudar pra não perder o fio da felicidade.

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