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Sou uma das poucas pessoas que conheço que se arrepende de tatuagens que fez. Era pra ser o contrário, né? Tudo bem que aquela galera pudica anti-tatuagem tá meio em extinção mas quem nunca ouviu um “não tenho tatuagem porque tenho medo de me arrepender” de alguém? Bom, eu estou há alguns anos sem fazer nenhuma porque tive duas experiências ruins.

Minha primeira tatuagem é um tramp stamp, biaaatch! Pra quem não está familiriazado com o conceito, esse foi o apelido que deram para as tatuagens que ficam em cima da bunda. I don’t give a fuck, claro e por sinal é minha tatuagem preferida.. uma cruz vazada. Depois disso, tatuei o nome da minha irmã no pé e também amo essa. Deveria ter parado por aí, mas a minha adolescência rebelde me traiu e fiz mais duas das quais tenho pavor hoje em dia. Felizmente, as duas são “escondidas” de mim. Nas costas tenho uma frase (o que me destrói, me nutre) num pergaminho sendo “segurada” por duas andorinhas. Confesso que até gostava dessa antes de ser traumatizada por algumas pessoas (incluindo meu marido) que a achavam ridícula e me ajudaram a passar a odiá-la. E por fim, tenho a tatuagem mais desnecessária da vida que fiz com uma amiga que me “decepcionou” e parece que foi feita na cadeia.

Passaram-se uns 6 anos já, desde que fiz a última.. ou mais. E me deu vontade de fazer outras. Tive algumas idéias no meio do caminho. Fazer tatuagem com amigas (não, eu não aprendo) que floparam, acho que ainda bem. Frases, palavras, símbolos, enfim…. Depois de muito refletir, acabei decidindo pela frase que coloquei aqui no título do blog também: “I’m the heroine of the story”. Essa frase me define, me alegra, me segura… sei que transportar ela pra minha pele é um acerto, sei que cada vez que eu olhar e ler isso, vou dar uma das suspiradas fundas que eu dou de vez em quando e seguir meu caminho um pouco mais tranquila. Ela é derivada de uma música da Regina Spektor, Hero, que faz parte da trilha sonora do meu filme querido 500 dias com ela.

E a partir daí serão só frases e palavras. Já me decidi. Eu sou feita de palavras, títulos, frases e textos. Se eu pudesse tatuava um livro inteiro no meu corpo. Eu seria minha própria bíblia ambulante. Quando eu fosse ter DR’s, eu iria nua com as partes importantes sublinhadas pra defender meus argumentos sem precisar abrir a boca. Não consigo ser objetiva falando, que nem eu sou escrevendo. Prefiro mil vezes discussões via e-mail ou internet não pela impessoalidade mas pelo fato de poder falar por meio da escrita.

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