2012 foi um ano bom. Além dos costumeiros “esse ano passou muito rápido”, escutei muitos “acaba logo 2012″ e afins… besteira.. esse ano foi bom. Pra início de conversa o mundo ainda não acabou, como previram os MAIAS (eu sempre soube que tinha sido só uma questão de falta de espaço, é impossível criar um calendário infinito). O aquecimento global tenho que admitir que tá vindo com força, mas sou o tipo de pessoa desapegada de realidades incovenientes, podem me julgar (mais uma vez.. eu não me importo!). Fim do mundo, tsunamis, aquecimento global, matança em escolas, todo esse tipo de informação, eu simplesmente não recolho. Sou a alienada que não lê jornal, revista e nem ai menos g1. Prefiro os livros. Prefiro tragédias que não aconteceram, nem vão acontecer. O baú de conhecimento que existe dentro de mim só é recheado de romances russos, ficções científicas, seriados americanos e histórias em quadrinhos.

A realidade me fascina mas me enoja ao mesmo tempo e eu odeio lidar com essas sensações mistas. Não consigo me sentir inocente a partir da primeira informação que leio ou da primeira foto que vejo de uma tragédia. Afinal, alguém está ganhando com aquilo e só porque a gente vê. Ser alienada é uma opção complicada. Mil vezes eu fico boiando em assuntos relacionados a política, economia, conflitos no oriente médio (não só porque esse papo é fucking boring as hell), obras que o Paes fez ou deixou de fazer e posso passar de estúpida, ignorante, menininha mimada que só quer ler a Vogue. Mas o pior é que a Vogue me entedia tanto quanto os conflitos no oriente médio. Porque ela é real, ela impõe que saibamos o que é certo e o que é errado, tanto quanto os jornais que eu não leio.

Outro dia entrei numa banca de revistas pra procurar uma pra levar pra praia. NADA me interessou. Revistas de moda só me mostram todas aquelas roupas lindas que eu nunca vou ter. Revistas femininas eu já li todas (as matérias se repetem, todo mundo sabe: “20 formas diferentes de dar prazer ao homem” ou “dieta da sopa: emagreça 5 kgs em uma semana” e por último “250 must have do verão”). Revistas de homem são as melhores mas aí as pessoas passam atrás de mim e to eu olhando pra uma mulher seminua com uma matéria engraçadinha do lado. Tem também umas revistas que eu acho que seria forçação de barra eu comprar, sabe? Sei lá, too smart for me. Acabou que eu fui mais uma vez com o livro que eu não consegui ler porque tava too busy conversando com minhas amigas.

Conversar com as amigas fica no meio de tudo isso. É real, não tem como fugir. Mas eu prefiro contar histórias do passado e sonhar com um futuro que não existe do que comentar os problemas do presente e planejar mil programas pro ano que vai chegar. Elas brigam comigo quando eu falo, mas é verdade: “eu nem sei se todo mundo vai continuar amiga até lá.”. Porque grupinho de mulher vivendo grudada que se preze é assim, tem sempre um fuzuê ou no meu caso, mil fuzuês pra emocionar o ano. As melhores amigas de hoje, mal se falavam ano passado e as melhores amigas do ano passado mal se falam agora. É assim, ninguém tá preso a ninguém, quanto mais distante, menor o risco de brigas mas quanto mais distante, menor o risco de ser lembrada. Cada uma escolhe o caminho melhor pra seguir.

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